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MAELA apoia as famílias Sem Terra e repudia ataque de Zema

O Movimento Agroecológico da América Latina e do Caribe (MAELA) divulgou nota em que denuncia e repudia a ação violenta do Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, contra as famílias Sem Terra do acampamento Quilombo Campo Grande, no sul do Estado.

A violência promovida pelo governo de Minas provocou a demolição da Escola Popular Eduardo Galeano, a tomada pela polícia do barracão onde as atividades da produção eram realizadas e o despejo de 14 famílias. 

“O despejo que está em marcha traz a pressão de João Faria, um dos maiores exportadores de café do Brasil. Este empresário agroindustrial quer ampliar a sua área de produção. Há interesses de grandes empresas envolvidos nessa ação, como as multinacionais Nestlé e Mondelez. Chama a atenção o fato de que João Faria foi um dos maiores doadores da campanha do presidente Bolsonaro, em 2018”, diz trecho da nota do MAELA.

Depois de quase 60 horas de resistência, 450 famílias permanecem nas terras da antiga Usina Ariadnópolis, produzindo alimentos saudáveis, segundo o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Frente a essa resistência das famílias Sem Terra, o MAELA se solidariza e reafirma sua posição de estar ao lado dos povos e comunidades tradicionais, que constantemente são ameaçados pelo grande capital. “Reprovamos qualquer ato que vá contra a liberdade e a boa vida dessas comunidades. Fazemos um apelo veemente por paz e respeito por suas vidas. É agroecologia em defesa da vida e dos direitos!”.

>> Leia aqui a nota na íntegra: MAELA – Apoio ao Quilombo Campo Grande
>> Saiba mais sobre a ação de despejo: https://youtu.be/WaX06fw-KtM