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Manutenção de direitos

Pelotas - RS - O CAPA na região de Pelotas - apoia a luta dos trabalhadores e estudantes pela garantia dos seus direitos e  em especial tem sido parceiro do Sintraf nestas ações e mobilizações. A luta pela manutenção de direitos adquiridos pelos trabalhadores é, segundo o Presidente do Sintraf-Sul, Tiago Klug, o principal motivo para as mobilizações que ocorrem hoje no Dia Nacional de Paralização, de Luta contra a perda de direitos dos trabalhadores do campo e da cidade em várias regiões do Brasil. Em Pelotas, a Fetraf aderiu a greve nacional, manifestação contra as propostas que tramitam no Congresso Nacional e que retiram os direitos dos trabalhadores como a reforma da previdência social, que aumenta a idade de aposentadoria e retrocessos como a PEC 241, agora PEC 55, que congela os gastos com educação, saúde, infraestrutura, agricultura, salário mínimo e atingem diretamente a vida dos trabalhadores e ações sociais para os que mais precisam.

O ato em Pelotas, contou com aproximadamente 800 pessoas de várias entidades que representam diversos segmentos dos trabalhadores. O Grupo Dirigente da Região da Fetraf esteve presente na mobilização com representações dos municípios de Pelotas, Camaquã, Dom Feliciano, Cristal e São Lourenço do Sul, com as pautas específicas contra as propostas do Governo Temer.

Para o presidente do Sintraf-Sul, Tiago Klug “a principal razão para as mobilizações é tentar construir o debate com os demais trabalhadores sobre as conseqüências das medidas que estão sendo propostas pelo Governo Temer. De uma forma geral, a população não está consciente do que está acontecendo e das conseqüências que isso poderá ter, como o fim da Justiça do Trabalho, onde os trabalhadores podem deixar de ter seus direitos representados perante os grandes empresários. Esse tipo de ação, de mobilização, tem tentado mostrar para os trabalhadores e toda a população, os retrocessos que o Governo Federal tem tentado implantar e que não tem sido amplamente divulgada e que estão acontecendo de forma silenciosa”, explica.

Os principais retrocessos apontados pelo Presidente do Sintraf-Sul são a aprovação da PEC 241, agora PEC 55, reforma do ensino médio, a escola sem partido, a proposta de reforma da previdência, e na pauta mais específica da agricultura família, a retirada de direitos adquiridos como a habitação rural, a proposta de redução do orçamento para a agricultura familiar, com diminuição de R$ 430 milhões, o aumento da idade para a aposentadoria rural, o aumento da taxa de juros para o financiamento do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), a falta de recurso para programas institucionais como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o fechamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Tiago conclui que os protestos representam a voz do povo, por Nenhum Direito a Menos, e os movimentos sociais saem na luta em defesa de uma política mais justa e digna para o país.

Nas faixas e bandeiras os militantes também dizem não a criminalização dos movimentos sociais e aos atos violentos cometidos pela polícia nas manifestações. Nas ruas o povo mostra que é contra a terceirização sem limites da PEC 30 e que é uma afronta ao princípio da isonomia.

Ainda, os movimentos pedem vigor na defesa pelo pré-sal, patrimônio do povo brasileiro e a maior riqueza natural do País que querem entregar às multinacionais estrangeiras, sucateando a Petrobrás, um dos principais motores do desenvolvimento brasileiro.

A agenda inclui ainda a defesa do movimento dos estudantes secundaristas contra a reforma do ensino médio proposta pelo Governo Federal, a retomada do papel do Estado como indutor do desenvolvimento com distribuição de renda e a defesa de um Judiciário imparcial, sem viés partidário.

Texto: Rocheli Wachholz

Foto: Elias Wojahn